Danças circulares e folclore movimentam o São José Liberto

 
Dança, música e folclore paraense marcaram a programação do último domingo (26) no anfiteatro do Coliseu das Artes, do Espaço São José Liberto, que abriu as portas, pela manhã, para mais um encontro de Danças Circulares Sagradas, movimento mundial que promove a cultura da paz e reúne aqueles que desejam se integrar à roda de ritmos de vários países.
 
Danças Circulares Sagradas
Foto: Amanda Mello/Divulgação
Com organização da médica e psicoterapeuta Ana Lúcia Rubim, os encontros ocorrem no primeiro e último domingo do mês, promovidos pelo Espaço Ananda, com apoio do Instituto Ocara e do Espaço São José Liberto, que é mantido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama).
 
Também com entrada gratuita, o início da noite de domingo foi marcado pela apresentação do Grupo Parafolclórico Frutos do Pará, convidado para abrir a programação do Projeto Ritmos do Pará, concebido pelo Igama, há cinco anos, com o intuito de valorizar e divulgar as manifestações de dança, música e folclore paraense.
 
Criado em 1992, atualmente o grupo Frutos do Pará tem 50 integrantes. Foi mostrado ao público um pouco do trabalho de resgate do folclore e da cultura do Pará que o grupo desenvolve a partir de um repertório de 24 danças folclóricas e cinco lendas amazônicas. Foram apresentados trechos do show “Pará das Águas”, que faz uma viagem por Belém e outros municípios do Pará, para contar um pouco sobre a história, música e dança de cada região.
 
As performances dos dançarinos e músicos mostraram um pouco da variedade das manifestações folclóricas do Pará, como o siriá, o lundu e o carimbó, com destaque para a popular canção “Esse rio é minha rua”, composição de Paulo André e Rui Barata. “Mostramos o caboclo que rema rio abaixo, rio acima. Também falamos de índios e das lendas da Matinta Perera e da Cobra Grande, com a luta entre as duas cobras, os ribeirinhos...”, comentou a coreógrafa do grupo, Nazaré Azevedo. “Fico muito feliz pela oportunidade de participar do Ritmos do Pará, por ser uma vitrine para nós, que já fazemos esse trabalho”, completou.
 
A folclorista e presidente do grupo, Iracema Oliveira, também falou sobre a satisfação em abrir a programação do projeto do Igama, que ocorre sempre no último fim de semana de cada mês. “Agradeço ao Espaço São José Liberto por ter nos convidado para abrir esta temporada de apresentações. Estamos muito felizes de mostrar aqui um pouco do que apresentamos, ano passado, nos festivais da Paraíba e do Caribe, no Circuito Folclórico Internacional do Caribe, que ocorreu em julho, no Caribe Colombiano”, disse.
 
A lenda da Matinta Perera com o Grupo Parafolclórico Frutos do Pará 
Foto: Igama/Divulgação
Danças – Empolgação também não falta para os participantes das Danças Circulares. Basta entrar na roda, com passos que vão surgindo e criando desenhos coreográficos harmoniosos que seguem ritmos e temas diferentes. Criado em 1960, pelo coreógrafo alemão Bernhard Wosien com a ajuda de pesquisadores das culturas do mundo todo, o movimento das danças circulares é inspirado nas danças folclóricas de vários povos e ganhou repercussão a partir do norte da Escócia.
 
Em Belém, as rodas ocorrem em diversos locais, há cerca de dez anos, atraindo pessoas de todas as idades e profissões. A administradora de empresas Ana Maria Dias contou que as rodas fazem bem para o corpo e para a alma. “A gente se sente muito bem quando sai daqui”, afirmou. Para a professora Sandra Campos, que participa há vários anos das danças circulares, entre os benefícios estão os laços de amizade que se formam entre os participantes. “As rodas são uma terapia. Só não venho quando estou viajando. Quando me perguntam por que estou tão feliz, apenas respondo que estou dançando”, assinalou.
 
A professora de ioga e uma das focalizadoras das Danças Circulares no espaço Harpreet Kaur lembra que, durante as rodas, as pessoas também conhecem um pouco sobre a origem, histórias e curiosidades das coreografias e de seus criadores. “Essa integração das culturas é muito interessante. É um movimento para despertar valores e autoconhecimento e alcançar a cura. É a busca do equilíbrio pela dança, despertando tolerância, respeito, cooperação, concentração e noção de união”, frisou.
 
Outros benefícios vão surgindo com a prática da dança, entre eles a musicalidade, a coordenação motora, a compreensão da dança como forma de expressão não verbal e o bem estar geral. “Não precisa saber dançar. Aqui, basta chegar e participar para se entrosar e entrar no ritmo. Aqui é permitido errar: erramos e aprendemos com os erros”, concluiu Harpreet Kaur. As Danças Circulares no Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, Jurunas) têm entrada gratuita. Mais informações pelo telefone (91) 3344-3517, com Carmem Macedo, gerente de Eventos do Igama.
 
 
Ascom/Igama


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Horário de visitação: terça a sábado, de 09 às 18:30h; domingos e feriados, de 10h às 18h.