Desfile de joias do Polo Joalheiro marca abertura do Festival do Chocolate

Desfile mostrou joias artesanais produzidas por profissionais do Polo Joalheiro. Foto: Eliseu Dias - AG

Um desfile de joias com inspiração na narrativa poética que toma como referência a cultura da Amazônia paraense e sua diversidade abriu, na noite desta quinta-feira, 17, o 3º Festival Internacional do Chocolate e Cacau Amazônia e 13º Festival Flor Pará. Joias, flores e chocolates amazônicos, elementos que formam a trilogia da sedução, foram apresentados por seis modelos no desfile do Polo Joalheiro do Pará, que agradou o público e mostrou o potencial da produção paraense.

O festival segue até o próximo domingo, promovendo trocas de experiências e apresentando o que há de mais novo sobre a produção artesanal de flores tropicais, temperadas e ornamentais, bem como de joias e chocolate. Uma das novidades apresentadas, que os visitantes puderam conhecer e saborear durante a abertura do encontro, foi a linha de chocolates Gaudens, lançada mês passado, durante o evento de apresentação do festival, no Espaço São José Liberto. Os chocolates foram criados pelo experiente chef paraense Fábio Sicília, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Seccional Pará (Abrasel-PA), que organiza o circuito gastronômico do festival.

A linha criada por Sicília foi um dos pontos altos das performances, no desfile. Matéria-prima do maxicolar Bem-me-quer, joia em ouro amarelo e branco criada por Bárbara Müller e produzida pela empresa Ourogema, o chocolate, parte móvel da peça, foi retirado e degustado durante o desfile. A peça conceitual foi inspirada na pequena e preciosa flor do cacau, destacando, ainda, uma folha natural do fruto como símbolo dos elementos que dão origem ao tripé da sedução.

Com tanta beleza, fica difícil escolher, entre joias, flores e chocolates, o que tem mais poder de seduzir, segundo a servidora pública Gisele Batista, que assistiu ao desfile acompanhada da mãe, Liege Batista. “Acho que ainda é a joia que mais seduz. Adorei o desfile, as coroas de flores, as joias, os modelos, tudo perfeito. Gosto muito da produções do Polo Joalheiro e, sempre que posso, compro. Tenho uma joia assinada pela designer Bárbara Müller e admiro o trabalho que ela desenvolve”, disse.

A servidora pública Gisele Batista e sua mãe, Liege, prestigiaram, o desfile e o estande do São José Liberto. Foto: Ascom Igama 

Em um estande de 34 metros quadrados, o Polo Joalheiro do Pará expõe, no festival, parte da produção de joias e acessórios de moda, bem como de peças de madeira, miriti, fibra de jupati, cerâmica e outras representatividades do artesanato comercializado na Casa do Artesão do Espaço São José Liberto, mantido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), organização social que gerencia o espaço e o Programa Polo Joalheiro do Pará.

Vitrine – A produção artesanal da joia, do chocolate e das flores do Pará foi destacada desfile concebido e dirigido pela fotógrafa Walda Marques, que levou ao Hangar a experiência na área, na qual já fez, em outros eventos, parceria com o São José Liberto. Os modelos exibiram 62 joias, criadas e produzidas por micro empresas, designers e empreendedores criativos do programa. Além da criatividade no cenário, com elementos cênicos de cacau e arranjos de flores, outro destaque foi o figurino dos modelos, todos confeccionados a partir de sacos que armazenam o cacau.

Com coreografia de Mariana Kelerman, os modelos apresentaram três linhas de joias, entre peças em ouro e prata, gemas minerais, orgânicas e vegetais, com matéria-prima diferenciada da Amazônia. A produção foi de Luis Laguna e o cenário de Ugo Garcia, com iluminação de Patrícia Gondim.

As joias representaram a dinâmica criativa da cadeia produtiva da joalheria artesanal paraense, formada por designers, ourives, lapidários, entre outros profissionais. Com design contemporâneo e marcadas pela inovação e identidade cultural, as criações têm conquistado mercados dentro e fora do Estado e do Brasil.

A modelo Tayná Carvalho mostrou maxicolar criado pela designer Celeste Haitmann. Foto: Eliseu Dias - AG. PARÁ 

Agregamos aos metais ouro e prata o conceito de antigas preciosidades: a natureza, a floresta, a criatividade, o fazer artesanal, o talento humano, a liberdade. Com técnicas tradicionais e inovadoras construímos uma osmose produtiva que se materializa na economia criativa, transformando-a em um vetor de desenvolvimento, por meio de um processo cultural gerador de valores e riqueza. Uma lógica que se fundamenta no diálogo e na transversalidade entre turismo, design, economia, mineração, cultura alimentar, gastronomia, arquitetura e história”, falou Rosa Helena Neves, diretora executiva do São José Liberto.

Participaram do desfile os seguintes designers e microempresas do Polo Joalheiro: Celeste Heitmann, Amajoia, Realiza Joias, Joseli Limão, Barbara Muller, Eli Cascaes, Lídia Abrahim, Ourogema, Marcilene Rodrigues, Joartmiro, Ivete Negrão, Mônica Matos, José Odir, Beta Freitas, Alexandre Santiago, Ana Cássia, João Sales, Amazon Art Joias, Bellart Joias, Danatureza, Yemara, Silabrasila, Ismael Lima, Hs Criações e Design, D’Sales, Edinaldo Pereira, Paulo Tavares. O 3º Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia e 15º Flor Pará seguem até domingo (20). Informações pelo telefone (91) 4006-1260. Ingressos: R$ 10. Programação completaaqui.

Luciane Fiuza
São José Liberto


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