Semana Fashion 2015: Jornal "O Liberal" publica entrevista com João Braga

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                                                                        Imagem: Reprodução
 
Confira a matéria publicada no último domingo, 12, no Caderno Mulher (páginas 16 e 17) do Jornal O Liberal, que destacou entrevista com o historiador, estilista e professor João Braga (RJ), convidado especial da quinta edição da "Semana Fashion", realizada no final do mês de março de 2015 na Faculdade Estácio do Pará - FAP e no Espaço São José Liberto.

                                 Moda que vem da Amazônia 
                           
Na foto, o historiador João Braga (centro) com Felícia Maia, representantes do Igama, estudantes e designers participantes da Semana Fashion. Foto: Igama Divulgação
 
A beleza das joias amazônicas chamam a atenção por onde passam. E com João Braga, referência da moda no Brasil como historiador, não foi diferente. Convidado especial da quinta edição da "Semana Fashion 2015", realizada no fim de março, no Espaço São José Liberto, ele participou de uma sessão de autógrafos do livro "Um Século de Moda" e falou sobre o panorama da moda no Brasil e como o Pará tem se destacado neste cenário. 

O historiador, e também estilista e professor, destacou o potencial do Estado, que tem atraído os olhos do mundo para a Amazônia Paraense com grandes criadores, design sofisticado e matéria-prima diferenciada, entre outros fatores que revelam a região como terreno promissor para o mercado. "Guta Teixeira, Dener Pamplona de Abreu, Lino Villaventura, os irmãos Azulay (David e Simon Azulay) e André Lima estão entre os nomes que contribuíram e contribuem para essa busca por identidade nacional. O Pará é o segundo estado que mais deu nomes representativos para a história da moda no Brasil", afirma João Braga . 

Durante o evento, coordenado pela pesquisadora em Moda e professora Felicia Assmar Maia, estudantes, profissionais do segmento e empreendedores criativos, participaram dos cursos, debates e lançamento do livro de João Braga, que também reuniu os participantes para falar sobre "cultura e moda". 

O especialista pôde, ainda, prestigiar o desfile "Identidades Paraenses", em que foram mostradas ao público criações inéditas de alunos. "Vi um desfile muito interessante. O que eu achei bonito foi o fato de que havia os looks conceituais e as roupas mais usáveis, mais comerciais, onde há liberdade de uma criação sem muitos rigores de 'isso pode, isso não pode' porque dá liberdade de passar um conceito, uma ideia. Isso fica muito bonito e você já treina, especialmente, o aluno, em duas vertentes porque ele pode trabalhar mais com a criatividade, dentro de uma moda mais autoral, e também pode trabalhar para atender o mercado, no que diz respeito a roupas mais comerciais", observa Braga.


Looks conceituais e comerciais pelos universitários. 
Na foto, modelo Laisa Castro. Foto: Ascom Igama

 
IDENTIDADE CULTURAL AMAZÔNICA 

Entre os destaques observados por João Braga está a cultura diferenciada com identidade territorial, que foi revelada nos modelos apresentados. "É lógico que o que eu vi foi pouco pela grandiosidade, universo e cultura tão grande e rica que vocês têm aqui, mas o pouco que eu vi foi muito interessante. E o que é mais bonito, como disse a professora Felícia para mim, foi saber que em todo o trabalho de formatura dos estudantes, a inspiração é nas questões, tradições e cultura local, o que favorece a busca de um trabalho mais amoral e, por extensão, também brasileiro", ratifica o professor. 

Ainda sobre o desfile de moda, ele falou que criações inspiradas em culturas diversas podem cair dentro desse regionalismo. "Para uma moda conceituai isso é mais do que louvável e possível. Para a moda mais comercial tem que ter, de fato, um diálogo maior com o ar do tempo, um diálogo com as questões próprias, comercias. Ou seja, as respostas das roupas comerciais (vistas no desfile) eram altamente usáveis, com uma linguagem bem mais universal e com referências que nos transportam para as realidades locais: a lenda, o dia-a-dia, a cena urbana, o folclore...", completa. 
                                                
                                                  Modelos mostram identidade paraense. 
                                                         Na foto, a modelo Heryka Glins. Foto: Ascom Igama
ENCANTO 

O trabalho desenvolvido no âmbito do Polo Joalheiro do Pará também foi elogiado pelo estilista. Segundo ele, é um trabalho bonito, que busca as próprias fontes, mas sem perder o caráter mais universal. "Está dialogando com o ar do nosso próprio tempo: daria para se usar uma joia dessa em qualquer lugar do mundo que, com certeza, seria apreciada pelo requinte, sofisticação, bom acabamento. Fiquei encantado com o talho das pedras, com o trabalho do metal. Muito lindo! E há o aprimoramento da ourivesaria e das questões gemológicas. Tudo muito apurado, muito respeitoso como técnica e como criação", enfatiza. 

"Fiquei encantado com as joias. Não só com as pedras, aquelas drusas gigantescas, maravilhosas, como também com as joias contemporâneas. Mas independente da pedra, do metal precioso, tem o uso da madeira, que é encantador, assim como das sementes, dentro dessa linguagem atual das biojoias", complementa Braga.

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Ascom Igama


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Horário de visitação: terça a sábado, de 09 às 18:30h; domingos e feriados, de 10h às 18h.