Espaço São José Liberto recebe Circuito Tela Verde neste sábado, 23

Sensibilizar a sociedade sobre a importância da sustentabilidade ambiental e preservação dos recursos naturais como patrimônio de toda a humanidade. Esse é o objetivo da quinta edição da mostra “Circuito Tela Verde”, que ocorre nesta sexta-feira (22) e sábado (23), no Museu Emilio Goeldi e no Espaço São José Liberto – Polo Joalheiro do Pará. A mostra é uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e a Associação Cultural Nhandeara, que em suas ações visa à preservação da cultura e melhorias na educação, promovendo, desde 2003, a cultura regional na Itália.

Composta pela exibição de filmes e documentários, a iniciativa destaca a sustentabilidade e a preservação da fauna e flora local, voltada para o público infanto-juvenil e adulto. Foram selecionados pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio do Ministério da Cultura (MinC), 39 filmes produzidos especialmente para a mostra por organizações não governamentais (ONGs), escolas e associações comunitárias. Toda a produção audiovisual trata de temas como preservação da fauna, consumo sustentável, biodiversidade, comunidades tradicionais, uso de resíduos sólidos, implantação da agricultura familiar e desmatamento zero, entre outros temas.

A parceria entre a Associação Cultural Nhandeara e o Ministério do Meio Ambiente tem rendido bons resultados. Ao longo desta edição, em ato inédito, a associação propôs a execução da mostra em outros países, começando pela Itália, como forma de ampliar a divulgação de temas sobre a conservação ambiental – nesse caso, com o apoio do governo italiano.

Além da mostra, a Associação Nhandeara e o Studio Amerighi, escritório de consultoria de economia internacional em Florença, propuseram a iniciativa "Árvores Gêmeas Toscana-Amazônia", ideia que consiste em plantar uma árvore na Toscana, Itália, a cada árvore plantada na região amazônica. Junto com o cultivo de novas árvores, a iniciativa promove ainda o intercâmbio cultural entre países distantes geograficamente, mas que se tornam um na busca por um planeta melhor.

Segundo Luca Amerighi, titular do Studio Amerighi, idealizador da iniciativa, a ideia de criação de um projeto de conscientização ambiental envolvendo, paralelamente, países de continentes distintos nasceu pelo fato do Brasil e Itália deterem áreas consideradas patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A Região da Toscana, na Itália, tem vários sítios considerados patrimônios da humanidade. Outra motivação para a criação do projeto foi histórica, pois o primeiro navegador que descobriu a região da Amazônia, em particular o Pará, foi o fiorentino Américo Vespúcio.

Essa é a primeira vez que o Studio Amerighi participa do Circuito Tela Verde. Luca Amerighi falou sobre o projeto e, em seguida, tratou sobre a temática ambiental. “Como economista do ambiente e do território, acredito que a tutela do meio ambiente não deve ser considerada um problema, mas uma grande oportunidade, do ponto de vista econômico e de trabalho. Os recursos ambientais são um tesouro que não podem ser desfrutados até a destruição, mas, sim, com o uso responsável, aproveitando os benefícios para as gerações no presente e no futuro”, ressaltou.

Luca Amerigui idealizou o projeto "Árvores Gêmeas".
Foto: Divulgação

Programação – O Circuito Tela Verde visa divulgar e estimular atividades de educação ambiental, bem como a participação e mobilização social por meio da produção audiovisual independente, além de atender a demanda de espaços de educação por materiais pedagógicos multimídia. Na programação desta sexta-feira, no circuito no Museu Emílio Goeldi, foram apresentadas as palestras “Árvores Gêmeas Toscana-Amazônia”, por Luca Amerighi, e “Natureza amazônica: biodiversidade e impactos”, por Inocêncio Gorayeb, com participações de Nilson Gabas, do Museu Emilio Goeldi, e Márcia Vieira, presidente da Associação Cultural Nhandeara.

Em seguida, foi plantado o primeiro exemplar de árvore, marcando a aliança cultural entre Brasil e Itália. Ainda na programação do Goeldi foram transmitidos os primeiros documentários para alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas da capital paraense.

A programação segue neste sábado (23), no auditório da Casa do Artesão, do Espaço São José Liberto, com a projeção de filmes e documentários para estudantes. Com entrada gratuita, serão mostradas vinhetas e animações, feitas com filmadoras, câmeras de celular e câmeras digitais, além de outros equipamentos que capturam imagem e som. Em dezembro de 2012, o São José Liberto também foi parceiro da iniciativa.

Márcia Vieira explica que a iniciativa da Nhandeara pretende difundir o projeto do Ministério do Meio Ambiente para suscitar a necessidade de responsabilidade perante o patrimônio, tentando proteger, discutir, educar e sensibilizar não só a população, mas, sobretudo, as autoridades, que devem ser os maiores educadores do território. “A ideia de levar o projeto para o exterior nasce da vontade de mudar o estereótipo do Brasil lá fora, pois o nosso trabalho mostra que nós, enquanto brasileiros, também pensamos em solucionar as maiores causas da degradação ambiental. Portanto, unimos forças com a Itália em um objetivo comum, por um mundo melhor”, asseverou.

Na opinião da diretora executiva do Espaço São José Liberto, Rosa Helena Neves, a parceria é uma oportunidade para crianças e adolescentes entrarem em contato com temas de extrema importância para o presente, como também para estimular a reflexão sobre os bens naturais, como a água, terra, ar, flora e fauna. “Poder receber esse público neste evento que trabalha temas ambientais e sustentáveis por meio de recursos audiovisuais atrativos é satisfatório. O espaço é um território criativo que tem missão educacional que abrange e fomenta diversas áreas de conhecimento intersetorial”, afirmou.

A expectativa é que cerca de 200 crianças e jovens participem da edição de 2014 do Circuito Tela Verde. A iniciativa tem o apoio do Museu Emílio Goeldi e do Espaço São José Liberto, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama).

Ascom/Igama



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Horário de visitação: terça a sábado, de 09 às 18:30h; domingos e feriados, de 10h às 18h.