Cultura Bragantina será destaque em mostra na comemoração da Marajuda

As festividades em honra a São Benedito, considerado o padroeiro do município de Bragança, no nordeste paraense, reúnem milhares de pessoas todos os anos. A principal manifestação dessa época, a Marujada, é um dos pontos mais esperados da programação, que segundo estimativas da Casa do Empreendedor, projeto da Prefeitura do município, deve receber quase 200 mil pessoas este ano. De olho nesse público, a equipe técnica de Negócios Sustentáveis, Comércio e Serviços, da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), participou nos dias 9 e 10, de uma série de reuniões que precedem a realização de uma mostra cultural dos produtos gerados nas unidades criativas existentes na região, programada para acontecer no período da Marujada, em dezembro. A ideia é apostar no mercado do turismo para alavancar o setor e valorizar os arranjos locais.

Pautada no resgate cultural que vem na esteira desse que é o mais tradicional evento do município, as reuniões preparatórias da mostra contaram com a participação da diretora do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) e gerente do Espaço São José Liberto de Belém, Rosa Helena Neves, que também defendeu a necessidade de valorização da produção e dos artistas locais. Os acessórios e artefatos, chamados de “manualidades” por serem mais elaborados, devem compor um desfile de moda e uma exposição do artesanato bragantino. “Elas retratam a cultura intrínseca do cotidiano das comunidades”, disse Rosa Neves.

A equipe, coordenada por Israel Athayde e Sônia Mendes, visitou a Casa do Empreedendor, a Câmara dos Lojistas de Bragança (CDL) e a Usina de extração de Óleos Vegetais, na Comunidade do Cearazinho, distrito de Caratateua. Neste último, os técnicos foram recebidos pelo presidente da Associação dos Agricultores Familiares da Comunidade (Agrifac), Manoel Gonzaga, que explicou o funcionamento da unidade produtiva que deu origem à Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares dos Caetés (COOMAC).

A COOMAC é fruto de um trabalho árduo dos integrantes da comunidade, que a despeito das muitas dificuldades enfrentadas e com o apoio apenas de parceiros, conseguiu construir a Usina de Extração de Óleos Vegetais”, afirma Manoel. Em conversa com o grupo de trabalho, ele apontou a necessidade da elaboração de um plano de negócios que viabilize uma produção em massa para atender as empresas cooperadas e outras demandas, fortalecendo, assim, esse núcleo produtivo de base.

Uma das frentes de atuação da Seicom é justamente o desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais do Pará para que se consolide e fortaleça a economia criativa territorial. Por isso a orientação ao pequeno e microempreendedor, como é o caso dos artesãos da região bragantina, feita pela Casa do Empreendedor é de extrema importância, como descreveu o secretário de Administração de Bragança, José Rufino, que acompanhou as reuniões e a visita à comunidade.

Fonte: 
Agência Pará de Notícias

Ascom/Igama


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