São José Liberto é destaque em publicação internacional

Capa da revista "Lá e Cá". Imagens: Reprodução
 
Editorial da revista "Lá e Cá".
Imagem: Reprodução
A Revista “La & Cá”, publicação da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil-Pará, lançada durante o voo inaugural da nova rota Belém/Lisboa da TAP, no dia 3 de junho de 2014, destaca o trabalho do Espaço São José Liberto, território criativo que promove, em parceria, ações de capacitação técnica, gestão e mercado em seis áreas da economia criativa no Estado do Pará, onde é referência turística.

A matéria tem a assinatura da jornalista Socorro Costa e fala sobre a história do prédio, erguido em 1749 para ser o convento de São José e, depois de restaurado e ampliado, foi inaugurado, em 2002, como espaço intersetorial e transversal concebido para abrigar setores criativos e categorias culturais, dentre eles, o Polo Joalheiro, a Casa do Artesão, o Museu de Gemas do Pará, o Memorial da Cela, o Jardim da Liberdade, a Capela São José e o anfiteatro Coliseu das Artes. 

A proposta da revista, que tem coordenação geral de Thiago Vianna, é divulgar pontos de convergência de interesses comerciais, turísticos e industriais entre o Pará e Portugal, em celebração ao início da operação do voo direto Belém-Lisboa.

O Espaço São José Liberto e o Programa Polo Joalheiro do Pará são mantidos pelo Governo do Estado, por meio da Seicom e do Igama.

Leia a matéria completa:
 
Espaço São José Liberto: o prazer de redescobrir os encantos da Amazônia 
Território de livre criação, preserva os saberes tradicionais dos povos amazônicos em joias, artesanato e manualidades 
 
Na esquina do mundo onde a história se encontra com a criatividade, e o saber ancestral dialoga com as inovações, no dinâmico e surpreendente terceiro milênio, o Espaço São José Liberto – centro irradiador de cultura, dos saberes tradicionais da Amazônia, de múltiplas habilidades e raro conhecimento -, se consolida na fronteira entre o passado e o presente, mas sempre com um olhar ávido em direção ao futuro. Criado há quase 12 anos, o Espaço ressurgiu, se reinventou e caminha célere pela trilha do encantamento diante da capacidade transformadora do homem. 

Já na entrada do prédio centenário – em pleno vigor de seus 265 anos de existência -, o São José Liberto é um convite irrecusável a um passeio pela história, que apesar das passagens sombrias oferece ao visitante o doce prazer da descoberta. E não são poucas!

Do Museu de Gemas do Pará, cujo acervo com mais de 4 mil peças reproduz um pouco da magnitude da riqueza mineral existente no imenso território paraense, ao Jardim da Liberdade, com seus cristais, quartzos, ametistas e citrinos a céu aberto, harmonizados em formato de mandala com plantas e uma bela fonte de água, o visitante é conduzido a um cenário inimaginável para um lugar que, por mais de 100 anos, deixou a beleza, a criatividade, os sonhos e a chama da vida lá fora.

 
Do convento inicial ao extinto presídio, o Espaço escreveu uma longa história, muitas vezes carregada nas tintas da desesperança, mas que em 11 de outubro de 2002 virou a página, e se libertou desse passado. Tornou-se um território criativo e um complexo turístico na cidade de Belém, que expõe e comercializa joias,artesanato e acessórios de moda, assinados por designers e mestres artesãos, e produzidos por grupos de micro e pequenos empresários locais. É um local de efervescência de talentos natos.

O Museu de Gemas do Pará, o Polo Joalheiro e a Casa do Artesão formam a tríade de uma nova era; dão vida ao Espaço São José Liberto. Nele estão juntos a história, a cultura, o turismo, a tecnologia, saberes tradicionais dos povos da Amazônia, signos e símbolos de uma região única no planeta.

As joias projetadas por designers e produzidas artesanalmente, valorizando elementos, matéria prima e técnicas do lugar, a cada nova coleção revelam a força do design paraense e verdadeiros tesouros, muito mais valiosos pelas gemas minerais (tão caprichosamente lapidadas), orgânicas e vegetais que carregam, do que propriamente pelos metais nobres que lhes dão as mais variadas formas. 
 
Beleza e fascínio - Entre ametistas de várias tonalidades, esmeraldas, citrinos, granadas, malaquitas, safiras e cristais, as gemas vegetais são exemplares magníficos de experimentos com folhas, cascas de árvores, frutos, raízes e outros produtos nativos da Amazônia. 
 
O resultado da inventividade do ourives e pesquisador paraense Paulo Tavares, traz aos olhos do público uma festa para vários sentidos. Folha de maniva, goma de tapioca e o aromático tucupi – ingredientes indispensáveis na gastronomia local -, ganham os holofotes em anéis, pingentes, brincos e braceletes, na companhia do ouro ou da prata. Tudo natural, sustentável e com a beleza e o fascínio da simplicidade. 
 
Revista "Lá e Cá" - Polo Joalheiro (3) 
Mais adiante, após passar pelas seis lojas de comercialização de joias mantidas no Espaço, o visitante se vê diante de uma grande arena cultural, denominada Coliseu das Artes, com capacidade para receber mais de 600 pessoas, que se deleitam com espetáculos gratuitos nos mais diversos segmentos artísticos. Do balé clássico à dança contemporânea; do teatro infantil aos shows de mímica; dos cordões de pássaros e quadrilhas juninas, aos acordes inconfundíveis da música erudita. Arte se encontra com o público no Coliseu, em uma sinergia própria de momentos inesquecíveis. 
 
E quem pensar que já viu tudo, é porque não olhou em volta. Por entre inúmeros espaços, estandes e vitrines da Casa do Artesão, o artesanato paraense se mostra em formas, cores e variadas texturas. Uma infinidade de matérias primas ali está transformada não apenas pela criatividade do artesão, mas por suas mãos habilidosas, treinadas em anos e anos de ofício, no contato diário com o barro transformado em cerâmica; com a balata moldada na forma de animais em miniatura; com as fibras e sementes, que no trançar de dedos ágeis ganham a forma de adornos para o corpo, peças para o ambiente, e deleite para os olhos. 
 
Oriundo da floresta, o encauchado permite, sem agressões ao homem e ao meio ambiente, um novo aproveitamento do látex extraído da seringueira. O miriti, cuja leveza causa espanto, e seu colorido, encanto, mistura o lúdico e o decorativo, em brinquedos, quadros e móbiles. 
 
E tanto mais há ali, ao alcance das mãos e dos olhos, igualmente ávidos para tocar e descobrir cada detalhe. Em uma verdadeira festa sensorial, o São José Liberto não poderia deixar de brindar seus visitantes com exemplares da gastronomia local, cujos sabores se revelam em bombons saborosamente recheados com doces de frutas regionais, compotas, licores e biscoitos, e ainda em sucos e sorvetes. Se é possível resistir a tantas provocações, a receita ainda não foi revelada. 
 
A Amazônia se reconhece na Joia do Pará 
 
A partir da inauguração do Espaço São José Liberto, um programa de fomento à organização da cadeia produtiva de gemas e joias criado, implementado e mantido pelo Governo do Estado do Pará, se tornou o diferencial na produção joalheira local. 
 
Com a denominação de Programa Polo Joalheiro (uma simplificação de Programa de Desenvolvimento do Setor de Gemas e Joias do Pará), a iniciativa fez surgir no Estado a figura do designer de joias. Não da joalheria tradicional, difundida desde os primórdios, nos grandes centros produtores e consumidores do planeta. O que foi criado e passado para o papel foi um design diferenciado, no qual a Amazônia se reconhecia. 
 
Revista "Lá e Cá" - Polo Joalheiro (4) 
Nos mesmos colares, pingentes, anéis, pulseiras, braceletes e brincos – peças em destaque nas grandes vitrines -, o designer paraense agregou conceitos próprios, saberes tradicionais, seres míticos e lendários, uma inebriante explosão de natureza e elementos de uma cultura milenar, a indígena, que já trilhava os caminhos das águas e da floresta muito antes do branco por aqui chegar. 
 
E na última década, com os investimentos feitos pelo Estado em qualificação e promoção dessa joalheria artesanal, cuja tradição vem sendo recuperada em vários países, como Itália e Portugal, o design paraense ganhou o mundo, prêmios e a admiração dos mais variados públicos, dentro e fora do Brasil. 
 
Aos saberes que se perpetuam pelas gerações, juntam-se elementos de outras culturas, que no decorrer da história também fincaram raízes na região. Hoje, o ouro e a prata se harmonizam, por exemplo, com o azulejo. A bela herança lusitana, que ainda resiste nas fachadas de antigos casarões na Belém das margens da Baía do Guajará, sorveu o oxigênio amazônico e rejuvenesceu. Da arquitetura, fez uma parada estratégica na joalheria, e o resultado não poderia ser mais tentador. 
 
SERVIÇO: Espaço São José Liberto – Museu de Gemas, Polo Joalheiro e Casa do Artesão. 
Localização: Praça Amazonas, s/n, bairro do Jurunas, Belém-Pará-Brasil. CEP: 66025-070. 
Funcionamento: De terça a sábado, das 09 às 19 h, e aos domingos e feriados, das 10 às 19 h. 
Gerenciamento: Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e Organização Social Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama). 
Contatos: Fone – (0XX91) 3344-3514 / Fax: (0XX91) 3344-3510 
E-mail: igama_secretaria@hotmail.com , ascom@saojoseliberto.com.br 
Blog: www.espacosaojoseliberto.blogspot.com.br 
Facebook: www.facebook.com/EspacoSaoJoseLiberto 
Twitter: www.twitter.com/PoloJoalheiroPA 
Texto: Socorro Costa – Registro Profissional 823 DRT/PA
 
Ascom/Igama


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Espaço São José Liberto - Praça Amazonas, s/n, Jurunas, Belém-Pará-Brasil. Fone: (91) 3344-3500 e (91) 3344-3514.
Horário de visitação: terça a sábado, de 09 às 18:30h; domingos e feriados, de 10h às 18h.