Microempresário em destaque: Argemiro Muñoz

Natural da Colômbia, mas “paraense de coração”, como se autodefine, o designer, artesão, lapidário, ourives e microempresário Argemiro Muñoz Echeverry completa 34 anos de carreira em 2014. Seu trabalho tem influência direta da cultura dos locais onde morou. Ao Brasil, Argemiro Muñoz veio pela primeira vez na década de 1970, mas logo foi morar nos Estados Unidos. 
Argemiro Muñoz Echeverry. 
Foto: Cleverson Cancela/Divulgação
O talento para as artes manuais surgiu desde a época da infância, quando arriscava os primeiros desenhos. Com oito anos de idade, Argemiro ganhava concursos na escola. Com múltiplos talentos e com o desejo de conhecer novas culturas, o inquieto Argemiro viajou o mundo buscando inspirações para suas criações. Foi no Brasil que encontrou seu porto seguro e, no Pará, sua “identidade”.
Brincos “Wamiri Atroari”,
criação de Argemiro Muñoz  
e produção da Joiartmiro.
Foto: Consórcio Empresarial/Div.
 
Argemiro Muñoz explica que o interesse pelo artesanato surgiu da necessidade de ganhar dinheiro para poder se manter. O microempresário saiu muito jovem de sua casa e de seu país. Foi dessa forma que a brincadeira da infância tornou-se profissão e fonte de renda. 
 
Na escola em que eu estudava havia concursos de desenhos e eu sempre participava. Sempre gostei de desenhar e ganhava os concursos. Quando saí da casa dos meus pais precisava sobreviver de algum jeito. Por influência de amigos comecei a desenhar e vender minhas primeiras peças de artesanato”, relata Argemiro, lembrando que as primeiras peças foram em macramê, técnica de tecer fios que não utiliza máquinas nem ferramentas, somente as mãos. 
 
De forma autodidata, Argemiro Munõz desenvolveu durante mais de três décadas, técnicas próprias e sofisticadas, que diferenciam suas peças de joalheria. Apaixonado pela cultura paraense, segundo o microempresário, mais de 90% do seu trabalho como designer têm inspiração nos estilos marajoara e tapajônico e, ainda, na arte rupestre paraense.
 
ARTESANATO - Argemiro Munõz domina várias tipologias do artesanato, como madeira, fibras e cerâmica. A sua unidade de produção, localizada no município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB) já abrigou um ateliê de confecção de sapatos de couro, outra habilidade do multifacetado artista. No seu local de criação, é possível verificar mesas em madeira produzidas pelas mãos de Argemiro, que também desenvolve trabalhos com argila, sendo uma das peças mais significativas um boneco inspirado em seu neto. 
 
Além de trabalhar com argila, madeira, couro, o microempresário conta que já produziu 250 peças de macramê, técnica artesanal de trançado de fios, que se cruzam e formam nós, que podem se transformar em  uma infinidade de peças utilitárias, de decoração ou bijuterias, como pulseiras, cadeiras, mesas, entre outras. Um abajur inteiramente feito com a técnica do macramê é uma das principais criações do acervo de Argemiro Munõz. A peça nasceu depois de sete dias seguidos de trabalho. A dedicação foi tanta que ele não pretende vender o abajur, que está em exposição na sua unidade de produção.
 
JOALHERIA – Permissionário de uma das lojas do Espaço São José Liberto, a Joiartmiro, fundada em 2013, por meio de uma parceria com o Polo Joalheiro e a Câmara Setorial de Joias do Pará. A empresa é especializada em comercialização, criação de joias por encomenda e restauração de peças de arte, como joias, coroas e esplendores. 
 









 
Braceletes “Guará”, criação de Argemiro Muñoz
com produção e ourivesaria da empresa Joiartmiro:
Coleção "Manualidades - Lapidando Tendências"
Foto: João Ramid/AIB
O microempresário Argemiro Munhoz integra o Programa Polo Joalheiro do Pará desde 1998, ano de sua criação. Ele faz parte, ainda, da Associação de Profissionais da Cadeia Produtiva de Joias do Pará e do Consórcio Empresarial de Joias, formado por designers e microempresários do Polo Joalheiro do Pará, que tem loja em Belém – na Estação das Docas - e escritório na capital paraense e em Miami (EUA).
 
De acordo com Argemiro, as capacitações ofertadas pelo programa são fundamentais para o aprimoramento dos seus trabalhos. “As capacitações oferecidas pelo Programa Polo Joalheiro com certeza ajudaram a aperfeiçoar minhas técnicas e, consequentemente, minhas joias. Fiz cursos de design, de fundição, cravação e ourivesaria para conhecer todas as etapas de produção das peças”, detalha. 
 
Criar joias inspiradas na fauna e na flora da Amazônia é a proposta da Joiartmiro. Segundo com Argemiro Munõz, as peças são denominadas “joias de cultura” e têm a temática voltada para a preservação ambiental, a arte sacra e a cultura amazônica em geral, características identificadas em joias com formatos de folhas e de animais, com desenhos tribais, temas religiosos e outras fontes de inspiração.

Na loja, brincos, anéis, colares, pulseiras, alianças, anéis de formatura, bottons personalizados e pingentes artesanais são confeccionados com matéria prima da região. As peças em ouro e prata dstacam gemas orgânicas e minerais, além de sementes e fibras, com utilização de técnicas especiais, como a incrustação paraense, uma espécie de esmaltação a frio. Segundo o talentoso Argemiro Munhoz, a arte de produzir peças únicas é o grande incentivo para o seu trabalho. “Eu fiz arte a minha vida inteira. Hoje eu digo que não poderia fazer outra coisa na vida que não fosse arte”.

Contatos do microempresário Argemiro Munõz:
55-9133443529 (Loja 3)
joiartmiro@bol.com.br e tucunaja@bol.com.br
Site: 
http://joiartmiro.blogspot.com.br/

Ascom/Igama


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