Nilma Arraes, uma designer de joias com DNA da Amazônia


 
Com o sangue marajoara nas veias, acostumado a superar obstáculos, mas com a sensibilidade à flor da pele, Nilma Chagas Arraes, artesã e designer de joias, está entre os profissionais pioneiros do Polo Joalheiro do Pará. Sua criatividade foi apresentada ao mundo joalheiro na coleção “Arte Rara – Adornos Regionais”, a segunda confeccionada no âmbito do Polo e a primeira a agregar as gemas orgânicas aos metais nobres, diretriz básica do Programa de Desenvolvimento do Setor de Gema e Joias, criado em 1998.

Com criatividade e bom gosto, a peça,  uma de suas primeiras jóias, é peça integrante do acervo do Museu de Gemas do Pará, instalado no ESJL. Em 2002, integrou uma das primeiras turmas de capacitação profissional do programa, onde seu talento foi lapidado em cursos e workshops realizados pelo Polo Joalheiro.  Sempre em busca de mais qualificação profissional na arte joalheira, ela também tem participado de eventos promovidos por instituições internacionais do setor joalheiro.

Suas criações tanto na área da joalheria quanto nos acessórios de moda e objetos decorativos que produz expressam a harmonia entre a identidade cultural, a qualidade do fazer artesanal e as tendências contemporâneas no design de joias, inovação no trabalho com materiais como a fibra vegetal, sementes, escamas de peixe e outros elementos da biodiversidade amazônica.

As habilidades manuais foram percebidas quase por acaso, durante uma brincadeira. Em tentativas de melhorar fantasias e indumentárias de festas, a designer Nilma Arraes deu início ao seu trabalho com artesanato, mas a produção inicial servia apenas para uso próprio. Foi quando começou a produzir bijuterias e indumentárias para o Grupo folclórico “Filhos da Terra”, onde já começava a mostrar sua interação com a natureza, por meio do uso de materiais regionais e resíduos da floresta, o que viria a ser uma marca no seu trabalho .

Nilma busca sempre mais qualificação profissional na arte joalheira, participando de cursos e workshops realizados pelo Polo Joalheiro e instituições internacionais do setor joalheiro, possibilitando sempre a inovação, trabalhando materiais como a fibra vegetal, sementes, escamas de peixe e muitos outros elementos da biodiversidade amazônica.

A joia inicial integra o acervo do Museu de Gemas do Pará, instalado no Espaço São José Liberto. E é no São José Liberto que o trabalho de Nilma ganha em qualificação e projeção. Transitando com habilidade e sensibilidade pelo mundo das fibras vegetais, sementes, escamas de peixe e de outros elementos da biodiversidade amazônica, ela iniciou sua produção com o artesanato, fazendo bijuterias e indumentárias para o grupo folclórico “Filhos da Terra”. Sua interação com a natureza já se fazia notar no uso da matéria prima regional.

Nesses 11 anos de Polo Joalheiro, Nilma buscou a qualificação profissional na arte joalheira, participando de cursos, seminários, workshops, feiras e outros eventos dos setores joalheiro e turístico, realizados pelo Polo Joalheiro e o Sebrae-PA. Em 2002, participou do desenvolvimento da coleção de joias de Itaituba, município do oeste paraense, e em 2005 integrou a equipe do Projeto Faber Marajó, utilizando resíduos da floresta.

Paralelamente, desenvolve um trabalho de pesquisa sobre mitos e lendas amazônicas, uma de suas fontes preferidas de inspiração. No mundo mágico das águas amazônicas, Nilma foi buscar nos peixes o mote para criar a peça “Tambaqui”, um pingente em ouro amarelo, cuja leveza remete ao bailado do peixe nos rios amazônicos.

Hoje, além da atuação como designer, Nilma é instrutora do Sebrae-PA na área de artesanato, e aluna do curso de Design, com habilitação em Projeto de Produto, do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia, uma das instituições de ensino superior do Pará a oferecer a formação superior em design.

Na coleção de joias “O Universo do Lugar”, Nilma contou com a experiência e a tenacidade de outra mulher de fibra: a produtora Maria de Nazaré Paixão Cardoso, que trouxe para o mundo da joalheria artesanal o aprendizado adquirido no comércio varejista de joias, no qual atuava desde 1994. No Programa de Gemas e Joias do Pará, Maria entrou em 2002, como parceira constante do marido, o ourives José Raimundo Cardoso, cujos mais de 40 anos de profissão já o colocavam como uma referência na confecção de joias no município de Abaetetuba (a 103 km de Belém), onde o casal reside e trabalha até hoje.

Tendo como meta produzir peças duráveis, com um toque especial capaz de despertar o desejo no usuário, Maria começou trabalhando com madrepérola de água doce, matéria prima fornecida por ribeirinhos de sua cidade. Com perseverança e dedicação, acabou em Torre Del Greco, na Província de Nápoles (Itália), onde se qualificou em lapidação de madrepérola e coral, e ourivesaria básica. Criando, se qualificando e empreendendo, Maria Paixão já administra duas empresas, Amazonita I e Amazonita II, destacando-se também no mundo empresarial.

No ano de 2002 a designer participou do desenvolvimento da coleção de joias de Itaituba, município do oeste do Pará, e em 2005 integrou a equipe do Projeto Faber Marajó, utilizando resíduos da floresta. Em paralelo a esses trabalhos, Nilma desenvolveu uma pesquisa sobre mitos e lendas amazônicas onde costuma buscar inspiração para seus trabalhos e foi nessa pesquisa que encontrou o mote para uma de suas peças ao observar o mundo mágico das águas para criar a peça “Tambaqui”, um pingente em ouro amarelo, cuja leveza remete ao bailado do peixe nos rios Amazônicos.

Mas nem sempre sua arte é um trabalho solitário. A empresária Maria de Nazaré Paixão Cardoso emprestou sua experiência e tenacidade para ajudar na criação da coleção de joias “O Universo do Lugar”, trazendo para o mundo da joalheria o aprendizado adquirido no comercio varejista de joias, no qual já atuava desde 1994.

A exposição “Minha Fé” foi uma parceria com a designer de joias Lídia Ibrahim onde Nilma Arraes explorou a religiosidade, o uso de amuletos e a simbologia que faz parte do dia a dia das religiões de matriz africana, como a Umbanda. As peças dessa coleção foram expostas em 2011, no Espaço São José Liberto, e segundo as designers as joias da coleção estarão com seus donos como uma lembrança constante da fé que une o homem a Deus.

O ano de 2012 foi bastante prolífico para a artista, que participou do lançamento do livro “Joias do Pará: Design, Experimentações e Inovações Tecnológicas nos Modos de Fazer”, que retrata as técnicas desenvolvidas nas oficinas do Polo Joalheiro, além da história, identidade e o mercado para o desenvolvimento do design de joias do Pará entre vários outros temas discutidos.

Em 2012 Nilma Arraes foi selecionada juntamente a outros três designers vinculados ao Polo Joalheiro do Pará para participar do concurso internacional “Bijoux d’Autore 2012” realizado na Itália, onde seus trabalhos com temática e matéria prima da Amazônia foram expostos em Roma e em 2013 as mesmas peças foram exibidas no Museo del Bijou di Casalmaggiore, cidade da Província de Cremona, no norte da Itália.

Os profissionais paraenses foram selecionados entre 90 inscritos e as peças de Nilma demonstraram bastante ousadia na inspiração e utilização de materiais como a fibra de curauá e a escama do peixe pirapema na confecção de um maxicolar denominado “Piracema” que lhe rendeu o quarto lugar entre os vencedores do concurso. “Foi muito importante porque você ficar em quarto lugar numa seleção de várias pessoas do mundo todo é muito bom” salientou Nilma.

Trabalhei com a tendência dos maxicolares, visando também o local onde o concurso seria realizado. Com isso selecionei o material com os quais gosto de trabalhar, e optei pelas escamas”, conta Nilma, para quem participar de um concurso internacional é “muito representativo, pois mostra resultados de trabalhos que vêm sendo realizados pelo Programa de Desenvolvimento do Setor de Gemas e Joias do Estado do Pará”.

Também em 2012 Nilma integrou o grupo de artesão e designers que participaram da “Rio+20” com a coleção “Manualidades e Design – Rio+20” com peças resultantes de um workshop de criação de produtos coordenado pela jornalista e consultora de moda e estilo Cristina Franco, responsável também pela curadoria da coleção de acessórios de moda “Manualidades – Lapidando Tendências”, lançada em 2011 na primeira Casa Cor Pará, em Belém, “A participação nesse evento foi bem produtiva, teve uma divulgação bem grande. Eu fiz uma peça bem conceito mesmo, a peça Mati e ela saiu em revista especializada de joia, foi bem bacana".

A exposição do Espaço São José Liberto em Lisboa, Portugal, no “Encontro Luso-Brasileiro de Territórios Criativos” reuniu vários integrantes do Programa Polo Joalheiro, juntamente a Nilma Arraes que pôde mostrar internacionalmente suas técnicas de uso de material amazônico e reaproveitamento, impulsionando a sustentabilidade e a identidade do design local.

Em 2014 Nilma foi convidada a ministrar para os designers e artesãos locais curso de capacitação profissional de trançado em palha da costa, técnica que utiliza para a produção de acessórios de moda usando matéria prima regional. Além do curso, Nilma participou da exposição de Dia das Mães no ESJL no mês de maio com o conjunto de pingente, anel e brincos chamado “Borboletinhas Encantadas”.

Além da atuação como designer, atualmente Nilma é instrutora do Sebrae-PA na área de artesanato e cursa Design, com habilitação em Projeto de Produto, no Instituto de Estudos Superior da Amazônia (IESAM). Também é integrante do Coletivo Garimpo de Designers Paraenses, grupo criado em 2013 por doze designers do Programa Polo Joalheiro do Pará, que em 2014 realizou sua segunda exposição e que teve como foco a valorização do setor de joias do Pará como referência em design regional de olhar contemporâneo.

Com experiência e destaque nacional e internacional em eventos e feiras da área, Nilma Arraes leva sempre um olhar renovado sobre o design de joias e acessórios de moda, através da valorização da cultura local, do comprometimento social e respeito ao meio ambiente ajudando a movimentar o setor em Belém.
 
Nilma Arraes e Maria de Nazaré Paixão

Ela tem nas veias o sangue marajoara, acostumado a superar obstáculos, mas com a sensibilidade à flor da pele. Nilma Chagas Arraes, artesã e designer de joias, está entre os profissionais pioneiros do Polo Joalheiro do Pará. Sua criatividade foi apresentada ao mundo joalheiro na coleção “Arte Rara – Adornos Regionais”, a segunda confeccionada no âmbito do Polo e a primeira a agregar as gemas orgânicas aos metais nobres, diretriz básica do Programa de Desenvolvimento do Setor de Gema e Joias.

A joia inicial integra o acervo do Museu de Gemas do Pará, instalado no Espaço São José Liberto. E é no São José Liberto que o trabalho de Nilma ganha em qualificação e projeção. Transitando com habilidade e sensibilidade pelo mundo das fibras vegetais, sementes, escamas de peixe e de outros elementos da biodiversidade amazônica, ela iniciou sua produção com o artesanato, fazendo bijuterias e indumentárias para o grupo folclórico “Filhos da Terra”. Sua interação com a natureza já se fazia notar no uso da matéria prima regional.

Nesses 11 anos de Polo Joalheiro, Nilma buscou a qualificação profissional na arte joalheira, participando de cursos, seminários, workshops, feiras e outros eventos dos setores joalheiro e turístico, realizados pelo Polo Joalheiro e o Sebrae-PA. Em 2002, participou do desenvolvimento da coleção de joias de Itaituba, município do oeste paraense, e em 2005 integrou a equipe do Projeto Faber Marajó, utilizando resíduos da floresta.

Paralelamente, desenvolve um trabalho de pesquisa sobre mitos e lendas amazônicas, uma de suas fontes preferidas de inspiração. No mundo mágico das águas amazônicas, Nilma foi buscar nos peixes o mote para criar a peça “Tambaqui”, um pingente em ouro amarelo, cuja leveza remete ao bailado do peixe nos rios amazônicos.

Hoje, além da atuação como designer, Nilma é instrutora do Sebrae-PA na área de artesanato, e aluna do curso de Design, com habilitação em Projeto de Produto, do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia, uma das instituições de ensino superior do Pará a oferecer a formação superior em design.

Na coleção de joias “O Universo do Lugar”, Nilma contou com a experiência e a tenacidade de outra mulher de fibra: a produtora Maria de Nazaré Paixão Cardoso, que trouxe para o mundo da joalheria artesanal o aprendizado adquirido no comércio varejista de joias, no qual atuava desde 1994. No Programa de Gemas e Joias do Pará, Maria entrou em 2002, como parceira constante do marido, o ourives José Raimundo Cardoso, cujos mais de 40 anos de profissão já o colocavam como uma referência na confecção de joias no município de Abaetetuba (a 103 km de Belém), onde o casal reside e trabalha até hoje.

Tendo como meta produzir peças duráveis, com um toque especial capaz de despertar o desejo no usuário, Maria começou trabalhando com madrepérola de água doce, matéria prima fornecida por ribeirinhos de sua cidade. Com perseverança e dedicação, acabou em Torre Del Greco, na Província de Nápoles (Itália), onde se qualificou em lapidação de madrepérola e coral, e ourivesaria básica. Criando, se qualificando e empreendendo, Maria Paixão já administra duas empresas, Amazonita I e Amazonita II, destacando-se também no mundo empresarial.

Ascom/Igama


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Horário de visitação: terça a sábado, de 09 às 18:30h; domingos e feriados, de 10h às 18h.