Cerâmica

 

 

 

 

 

 

Uma das expressões mais conhecidas do artesanato paraense é a Cerâmica, produzida de forma rudimentar, em argila, e caracterizada pela exuberância e variedade de produtos.


Destacam-se os seguintes tipos de cerâmica: Marajoara, Tapajônica, Maracá, Konduri e Contemporânea.
 

Criação da artesã Dinair Paiva


 

Cerâmica Marajoara: é inspirada na história da civilização marajoara, nos povos que viviam concentrados às margens do Lago Arari. Caracteriza-se por traços simétricos e harmoniosos, com a utilização de pintura vermelha e preta sobre o engobo branco, em baixo e alto relevo, entalhes, aplicações e outras técnicas. 

 

 

 

"Índia na Bacia", criação da artesã Dinair Paiva



Cerâmica Tapajônica: é o único legado dos índios Tapajós (ou Tapaius), que viveram ao longo do Rio Tapajós, do século XVI ao XVIII, sendo sua origem desconhecida. Caracteriza-se por ser uma cerâmica tridimensional, feita com uma mistura de cauxie cariapé, e por representar figuras humanas e de animais, como cariátides, gargalo, ídolos, pratos etc.  

 

 

Cerâmica Maracá: tem origem no Vale do Rio Maracá, na região sudoeste do Estado do Amapá. As cerâmicas maracá são urnas funerárias que representam uma figura humana sentada em um banco, onde a cabeça corresponde à tampa da urna e aparece representada como um cone, com a parte mais estreita voltada para cima. O corpo tem forma cilíndrica e, em alguns casos, tem pinturas geométricas, possivelmente representando pinturas corporais. As urnas apresentam órgão genital masculino ou feminino. Os membros superiores apresentam-se curvados e com os cotovelos para frente. As mãos estão apoiadas uma em cada joelho e as pernas também são curvadas. As urnas não eram enterradas e, sim, colocadas sob o solo das grutas.


Cerâmica Konduri: produzida na Antiguidade por índios konduris, no Baixo Amazonas, às margens dos Rios Nhamundá e Trombetas. Eram utilizadas para várias atividades do dia-a-dia, como para cozinhar e servir o alimento, guardar água etc. A cerâmica konduri apresenta uma tonalidade escura, devido a argila ser oriunda de terras pretas. A modelagem desse tipo de cerâmica é rica em desenhos antropomorfos (figuras humanas) e zoomorfos (animais).
 

Cerâmica Contemporânea: é a inovação da cadeia produtiva do oleiro cerâmico no estado do Pará. Por meio da participação em cursos de capacitação na área do Design, muitos artesãos passaram a criar peças inovadoras e criativas de acordo com as tendências do mercado e da moda.  
 

Processo de Produção:


Criação do artesão Marivaldo Filho



Nas olarias do estado, o “boleiro” passa um arame pelas bolas de barro com movimentos horizontais e verticais, repetidos diversas vezes, até que sejam removidos todos os restos de impurezas, como gravetos, folhas e sementes que ainda estejam misturados na pasta. Depois de pressionado até ficar macio, e sem bolhas de ar, o barro é dividido pelo “boleiro” em pequenas bolas, com as quais o artesão inicia a modelagem das peças, através das técnicas do torno, do pavio ou do rolinho. Em seguida, a peça é colocada em um forno, geralmente feito de forma caseira à lenha. Posteriormente, depois da pela seca, o artesão inicia a pintura.



 

Texto: Polyane Amaral
Foto: João Ramid/AIB




PESQUISAR

Exposição

NEWSLETTER

Parceiros

Espaço São José Liberto - Praça Amazonas, s/n, Jurunas, Belém-Pará-Brasil. Fone: (91) 3344-3500 e (91) 3344-3514.
Horário de visitação: terça a sábado, de 09 às 18:30h; domingos e feriados, de 10h às 18h.